terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O teu não casar
Comigo dói mais do que
Teu casar com outra

Feracidade Feroz

Eram, uma vez,
E São, ainda hoje,
Histórias análogas
E paralelas,
Independentes,
Porém interligadas
Pelo espaço, espesso contexto
Em que se inserem.

- Ele irá se matar, disse uma delas.
- E será de madrugada,
Afogado e poeticamente
Sob o luar e as estrelas;
Com pouco sofrer.
Sem sujeira,
Nem envolvimento de outrem.
Uma morte bem planejada, no mínimo... – completou a outra, com o mesmo desdém do assassino de si.

Quando ela chegou
No novo emprego,
Mal sabia
Que suas segundas
(e maldosas) intenções
Seriam interrompidas.
Ela trocaria a vingança
Para poder viver, platonicamente,
O amor (faminto e proibido) pelo colega.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Vi o reflexo do
sol no mar
e uma senhorinha
chegando de cadeira e vara.
La vai ela jogar
a isca para o peixe.
Bendito lugar que
escolheu para
sentar, no sol
que vem do mar.

Que mania
as pessoas têm
de querer deixar
suas sujeiras internas
(tristezas) no mar.
Talvez seja por
isso que ocorra
tanto alagamento.

mom

Como trabalha
esse pequeno siri.
Entra na toca,
sobe,
cospe um punhado
de areia,
volta pra toca, e
continua cuspindo,
ate criar um buraco
bem fundo.
“Bom para prender o
guarda-sol”, ouvi dizer.
Lembra, meu amor,
de quando ficamos juntos
vendo o sol nascer?

Bendito o sol
matutino
quando sai de trás das nuvens.
Poder singular
de aquecer corações solitários
e de fazer esquecer
que a tristeza
ainda existe.