Das mãos espalmadas, o espanto:
O que vejo em tuas mãos fora outrora minha própria vida,
meus caminhos foram traçados em tuas linhas.
Olho, comparo: faz-se a pasmaria, seguida da paz.
Me reconheço em ti, me desconheço em mim.
Unimo-nos, fui em ti, és meu eu fora de mim.
domingo, 7 de janeiro de 2018
3/3
(
O amor é quando o mar e as montanhas se encontram para ver o pôr-do-sol.
Amor é a dança dos nossos olhos, quando se cruzam.
é o balanço rítmico e fluido dos nossos corpos,
quando nossos corações se encontram;
é o passo junto;
é o mesmo pensar;
são as conversas infindas,
sem palavras,
que ressoam no silêncio.
3 Poemas dedicados ao meu irmão de alma,
meu amor de outras vidas,
meu eu fora de mim.
2/3
Entrei no teu mundo, amore mio!
Adentrei as camadas de pano que cobriam tua tez,
em noite enluarada - milanesa.
Nossos corações se fundiram,
transbordaram, dançaram tanto no pulsar sanguíneo:
viraram Onda no mar no universo.
Éramos tudo e nada.
Éramos a noite que dançava.
Éramos a onda no mar seco.
Éramos a escuridão que vibrava.
Éramos quem somos.
Fomos tão completos na eternidade que,
por sua suficiência,
efêmera fora.
Fomos a recordação do ser.
Éramos a lembrança de quem outrora fomos.
O tempo se desfez, bem como o espaço.
Teus abraços viraram o todo, comigo...
Fomos o todo, uno.
Fomos quem somos...
Adentrei as camadas de pano que cobriam tua tez,
em noite enluarada - milanesa.
Nossos corações se fundiram,
transbordaram, dançaram tanto no pulsar sanguíneo:
viraram Onda no mar no universo.
Éramos tudo e nada.
Éramos a noite que dançava.
Éramos a onda no mar seco.
Éramos a escuridão que vibrava.
Éramos quem somos.
Fomos tão completos na eternidade que,
por sua suficiência,
efêmera fora.
Fomos a recordação do ser.
Éramos a lembrança de quem outrora fomos.
O tempo se desfez, bem como o espaço.
Teus abraços viraram o todo, comigo...
Fomos o todo, uno.
Fomos quem somos...
1/3
Mil anos de espera: estória
Incomparável morada é o abraço teu
Longe do mundo terreno, dentro dele,
Acordo para mim, para nós.
Nosso mundo paralelo, tão certo,
Onírico, real...
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Sobre o silêncio, em uma noite que chora
Porque é o silêncio que compõe os seres. O som do nascimento é o choro. O da morte é pausa. A pausa da vida, da dor, do amor e dos sons (e a própria vida é uma constante morte).
É no silêncio que o homem se encontra, se perde, se desespera e se aconchega. É no silêncio que se é. No ser a dois, melhor do que se perder em paixões e apegos, prefiro o silêncio Ser. Ser o silêncio da não-identificação com o que nasceu para machucar (os sofrimentos). Desidentifico-me da dor. Não me torno indiferente à ela, só não a sou. Eu silencio. Quer mais pura relação do que esta: a relação onde me permito Ser?
Mas, pergunto-me, como o silêncio é suportado (nos sentidos de ser dado suporte e de tolerar) por outrem? E como você, escasso leitor, suporta os silêncios que te permeiam?
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Melancolia
Conformismo que acompanha a solidão. O único alimento: o sal do pranto. O alimento, que da terra vem, não nutre nem desce. Em algum tempo, o corpo: alimento da terra.
Doce como Mel
Jogo teu sofrimento na parede, decidida a congelar meu corpo. Sofro porque tu sofres e eu contribuo com isso. Peço-te perdão com todo o coração e tu me tratas com desdém. Perco a fé na humanidade. Peço perdão pela culpa que gerei e não tive.
E me liberto da ilusão doce, que eu acreditava ser um Sonho, mas que me corrompia. E me liberto do peso que me fazia sofrer. Me liberto do teu fantasma. E dos que me sugavam.
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